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Russell lidera o primeiro treino livre da história do Madring, com Antonelli em segundo

George Russell fez 1min34s077 e puxou a dobradinha da Mercedes, Leclerc foi o terceiro e Bortoleto terminou em 11º, logo atrás de Nico Hülkenberg

Por Lucas Oderdenge11/09/2026 10h00
Muro dos boxes do Madring com a palavra Madrid escrita em letra cursiva, em foto com efeito de movimento
Foto: Madring

A Mercedes abriu o fim de semana do Madring na frente. George Russell fez 1min34s077 e liderou o primeiro treino livre da história do circuito de Madri, nesta sexta-feira, com Kimi Antonelli, líder do campeonato, a 0s286. Charles Leclerc foi o terceiro, a 0s459, e Lewis Hamilton, o quarto.

Gabriel Bortoleto terminou em 11º, a 1s575 de Russell, logo atrás do companheiro de Audi, Nico Hülkenberg, que foi o nono. E o treino não teve nenhuma bandeira vermelha, depois de 19 no teste da F3 no mesmo circuito.

Resultado do treino livre 1 do GP da Espanha 2026

Pos. Piloto Equipe Tempo
1 George Russell Mercedes 1min34s077
2 Kimi Antonelli Mercedes +0s286
3 Charles Leclerc Ferrari +0s459
4 Lewis Hamilton Ferrari +0s543
5 Max Verstappen Red Bull +0s626
6 Lando Norris McLaren +0s870
7 Arvid Lindblad Racing Bulls +0s956
8 Oscar Piastri McLaren +1s071
9 Nico Hülkenberg Audi +1s452
10 Liam Lawson Red Bull +1s462
11 Gabriel Bortoleto Audi +1s575
12 Esteban Ocon Haas +1s757
13 Franco Colapinto Alpine +1s856
14 Pierre Gasly Alpine +2s167
15 Fernando Alonso Aston Martin +2s396
16 Oliver Bearman Haas +2s776
17 Carlos Sainz Williams +2s793
18 Yuki Tsunoda Racing Bulls +2s862
19 Lance Stroll Aston Martin +3s177
20 Alexander Albon Williams +3s514
21 Sergio Pérez Cadillac +4s073
22 Valtteri Bottas Cadillac +4s741

Mercedes faz os dois melhores tempos com Russell e Antonelli

Russell marcou 1min34s145 e depois melhorou para 1min34s077. Na primeira tentativa com o pneu macio, o mais rápido dos três compostos, ele desistiu da volta por causa do tráfego.

Antonelli, que chega a Madri com 66 pontos de vantagem sobre o companheiro na liderança do campeonato, escapou na curva 13, a saída de La Monumental, e subiu para segundo nos dez minutos finais. Max Verstappen, quinto, foi o melhor fora de Mercedes e Ferrari, e teve granulação no pneu médio, o desgaste que forma bolinhas de borracha na superfície e tira aderência.

Ferrari em terceiro e quarto, com Hamilton de pneu médio

Leclerc foi o mais rápido da Ferrari, mas não conseguiu melhorar quando pôs o pneu macio e, perto do fim, passou reto pela área de escape da curva 17. Hamilton ficou 84 milésimos atrás dele e fez o quarto tempo com o pneu médio, mais duro e mais lento que o macio.

O treino também teve um susto entre os dois carros vermelhos, uma semana depois do toque entre eles em Monza. Segundo o acompanhamento ao vivo do site britânico Crash.net, Hamilton estava lento no meio da pista quando Leclerc chegava em volta rápida, e mais tarde quase se enroscou com Carlos Sainz perto de La Monumental. Os comissários não anotaram nenhum dos dois lances: o único registrado por eles foi entre Franco Colapinto e Oliver Bearman, na curva 3, arquivado sem investigação.

Madring passa o primeiro treino sem bandeira vermelha

A expectativa era de interrupções. No teste da F3 no Madring, no fim de agosto, foram 19 bandeiras vermelhas em dois dias, e Verstappen disse que os muros lembram os de Jeddah, um dos circuitos de rua mais rápidos do calendário. A sessão, porém, correu a hora inteira sem interrupção, com uma única bandeira amarela, de poucos segundos, nos minutos finais.

Dois carros de Fórmula 3 dentro da curva La Monumental, com a inclinação da pista visível e a arquibancada vazia ao fundo
La Monumental, a curva 12, no teste da F3 em agosto. Foto: Madring

O asfalto novo era a maior dúvida do fim de semana. “A aderência está alta”, disse Esteban Ocon, segundo o relato da própria Fórmula 1. Os tempos caíram a sessão toda, com a pista ganhando borracha a cada volta, e o tráfego foi um problema em vários pontos do circuito.

O que mais apareceu nas mensagens da direção de prova foi volta apagada por limite de pista: 46, principalmente nas curvas 5 e 17. Antonelli teve nove voltas apagadas, mais que qualquer outro piloto, e Bortoleto e Hülkenberg perderam voltas na chicane da curva 5 logo no começo do treino.

Tsunoda para mais cedo com problema na direção

Yuki Tsunoda encerrou o treino faltando 20 minutos, com um problema na direção hidráulica da Racing Bulls, e ficou em 18º, com 16 voltas, o menor número entre os 22. Ele corre no lugar de Liam Lawson, que está na Red Bull pela terceira corrida seguida substituindo Isack Hadjar, fora com uma lesão no punho.

Lawson chegou a aparecer em quarto durante o treino, com pneu macio, e terminou em décimo. Sergio Pérez precisou trocar o volante da Cadillac logo no início, e os dois carros da Alpine, de Pierre Gasly e Franco Colapinto, ficaram na garagem nos primeiros 15 minutos.

Bortoleto termina em 11º, com a Audi entre os 11 primeiros

Bortoleto deu 27 voltas, ficou a 123 milésimos de Hülkenberg e foi o primeiro a receber a bandeira quadriculada. Fora da pista, a equipe recorre para herdar o décimo lugar de Monza, que ficou justamente com Tsunoda.

Sainz e Alonso, os espanhóis, ficam fora dos dez primeiros

Carlos Sainz, que é de Madri, foi quem mais andou, com 30 voltas, mas terminou em 17º, e o companheiro de Williams, Alexander Albon, foi o 20º. Fernando Alonso, o outro espanhol do grid, ficou em 15º com a Aston Martin.

Segundo treino livre é às 12h de Brasília

O segundo treino começa às 12h de Brasília, 17h em Madri, e é nele que as equipes fazem as primeiras simulações de corrida, com tanque cheio. Os horários do resto do dia, com a classificação da F2 de Rafael Câmara, estão no guia desta sexta.